EMBALAGENS COM FOLHAS DE BANANEIRA

O Brasil está entre os maiores produtores de banana do mundo. São aproximadamente 7 milhões de toneladas por ano. Não é surpresa que a fruta seja a mais consumida pelos brasileiros. Mas há outro subproduto da banana que até há pouco tempo era descartado e pouquíssimo utilizado: sua folha que é uma excelente alternativa na substituição de embalagens feitas de plástico, papel alumínio, papel-manteiga ou similares.

Um fato interessante é que a folha de bananeira é 100% natural e sustentável. Seu resíduo não causa asfixia nos animais caso seja consumido, por ser orgânico não contamina o solo, não polui os ecossistemas e ainda serve como adubo pois confere vários nutrientes ao solo. Ela não contém agrotóxicos. Assim, a folha de bananeira ajuda a manter a umidade, o sabor e conserva todas as propriedades do alimento. É resistente, impermeável, suporta variações de temperatura e também é flexível, vale ressaltar que in natura a folha é quebradiça, entretanto quando levamos ela rapidamente ao fogo quebramos as moléculas de água conferindo essa flexibilidade. E por fim, a folha da bananeira como embalagem dura aproximadamente 72hrs sendo uma ótima opção na substituição de embalagens de food trucks e semelhantes pois estes geram uma grande quantidade de lixo diariamente pois as embalagens utilizadas são rapidamente descartadas. Já na geladeira sendo utilizada para cobrir alimentos a folha de bananeira tem uma duração maior podendo atingir até 20 dias.

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Além disso, um terço do lixo doméstico no Brasil é composto por embalagens. São inúmeros os materiais que são descartados diariamente após serem usados uma única vez. Imagine o impacto em um mês, em um ano, em um país com mais de 200 milhões de habitantes. E também sucede um enorme ganho econômico nas embalagens atuais, não há novidade. Segundo a Associação Brasileira de Embalagem (Abre), 38% dos ganhos da produção de embalagens vieram do material plástico em 2017. Mas estamos em um momento da história que é preciso repensar o que parecia consolidado. Aliás, dar preferência a embalagens ecológicas não significa perda econômica. Segundo a diretora da Casa Santa Luzia, houve até um aumento na venda dos produtos e há planos de expandir a solução. “Existe abertura e negociação com outros fornecedores para futura expansão de mix de produtos”, conclui Ana Maria em entrevista ao CicloVivo. O uso de folhas de bananeira para embrulhar alimentos já é antigo. Em algumas regiões tropicais do México, o tamal prato tradicional da culinária mesoamericana é envolto nessas folhas. Os havaianos usam folhas de bananeira durante o processo de assar suínos, a fim de proteger o animal das rochas quentes. Elas também são usadas para embrulhar arroz doce no sudeste da Ásia.

Sendo que o Brasil é considerado o 4º maior produtor de lixo plástico do mundo, atrás apenas de Estados Unidos, China e Índia. O país também é um dos que menos recicla este tipo de lixo: apenas 1,2% é reciclado, ou seja, 145.043 toneladas. Os dados são do estudo feito pelo Fundo Mundial para a Natureza (WWF, sigla em inglês). Situações como: o Brasil produzir 11.355.220 milhões de toneladas de lixo plástico por ano, cada brasileiro realizar a  produção de  1 kg de lixo plástico por semana, somente 145.043 toneladas de lixo plástico são recicladas, 2,4 milhões de toneladas de plástico são descartadas de forma irregular, 7,7 milhões de toneladas ficam em aterros sanitários, Mais de 1 milhão de toneladas não é recolhida no país. Também sendo considerado um dos países que menos recicla no mundo ficando atrás de Iêmen e Síria e bem abaixo da média mundial que é de 9%. Dentre os maiores produtores de lixo plástico, é o que menos recicla. Contudo, das 9 bilhões de toneladas de plástico já produzidas, apenas 9% foram recicladas. Esse dado, aliado às projeções do rápido aumento da produção do material, levou o tema ao centro dos holofotes em todo o mundo. O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente estima que até 2050 haja 12 bilhões de toneladas de plástico em aterros sanitários, no meio ambiente e nos oceanos.